segunda-feira, 14 de junho de 2010

Esqueça

Esqueça o que eu falei, o que eu declarei.

Os nossos momentos, as nossas risadas e as nossas compatibilidades.

Esqueça que um dia fui sua, que um dia foi meu.

Eu vivo de ilusões, de borboletas na barriga.

Amo o difícil, corro atrás do impossível e quando alcanço não vejo mais graça, viro a página, mudo o foco.

O meu mundo gira mais rápido que o seu, por isso esqueça.

Gosto de tentar entender o que é incompreensível. Prefiro o inusitado, o atrapalhado o inimaginável.

Odeio o óbvio. A rotina me cansa.

Esqueça-nos.

E quando esquecer.... Esqueça que eu pedi.

Volte com as novidades.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Luz, câmera...

Você já se sentiu num filme?!

E se você se sente pulando de um filme pra outro... e pior todos de comédia romântica! No mínimo brega, né?!

Pois é... mas é assim que tenho me sentido.

Já passei por “de repente 30” que adeqüei pra “de repente 23”.

De repente me vi com 23 anos querendo voltar a viver meus 16 ou 17. Percebi que magoei alguém no passado e só depois de 5 anos fui realmente me dar conta e me arrepender. A diferença é que no fim não tenho o pozinho mágico que me permite voltar no passado e reescrever minha história pra terminar com o tão clichê e esperado final feliz.

Estive me sentindo também no meu filme predileto “ Meu primeiro amor”. Sim, eu amo esse filme, assisto todas as vezes que passa na sessão da tarde e sempre choro mais que a Veiga. A garotinha tão novinha que ainda não entende seus sentimentos despreza o TJ todo o filme e só se dá conta do seu amor por ele quando ele tragicamente, morre.

Pois é na minha vida, não foi bem meu primeiro amor, aliás isso eu ainda não consegui concluir. Mas eu desprezei. E calma, ele não morreu. Mas eu só fui me dar conta do meu sentimento, quando eu o perdi. Como acontece com 70% da população. (dados tirados da minha insana cabeça).

Agora, me sinto em “encontros e desencontros”. Mas é mais pelo título mesmo. rs. Aquela situação clássica, que o destino parece aproximar as pessoas e mesmo assim um fator ou outro as separam.

Estou totalmente boba com a vida. Meio apaixonada, meio indecisa. Metade querendo correndo atrás do que o destino parece querer, metade me segurando e me fazendo ficar quieta no meu canto.

A verdade é que estou ansiosa pra ver o final desse filme, que por incrível que pareça já têm até fiéis telespectadores na mesma ansiedade. Mas não posso adiantar pro final e o que me resta é me render a máxima e “ dar tempo ao tempo!”.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Síndrome

Foi há exatas 2 semanas e foi tudo muito rápido. Mesmo assim marcou e marcou forte.

Eu não imaginava que poderia acontecer comigo, sempre ouvia as pessoas falando sobre isso, mas de alguma forma não acreditava que realmente poderia acontecer.

Em uma fração de segundos ouve a troca de olhares, a respiração forte e o medo de tomar a decisão errada.

Ele me olhou, sorriu e foi embora, com tudo que eu tinha.

Hoje quando saio na rua, fico olhando para os lados, com uma sensação que vou reencontrá-lo a qualquer momento. Fico inquieta, não consigo sossegar por mais que me esforce.

Quando passo perto do local que nos encontramos vem o frio na barriga, as mãos ficam frias, suam.

Assim têm sido meus dias, uma mistura de anseio com desespero, desde daquele 1° de Abril que tinha tudo pra ser apenas um Dia da Mentira. Mas foi verdade e eu sei que eu não o esquecerei tão cedo.

Pois é, isso pode até parecer uma história de paixão e conquista, mas é apenas o relato do que tenho passado depois de ter sido assaltada.


UPDATE: Fui assaltada novamente no sábado! Só pra deixar registrado.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Elo Mágico (resposta)

Um dia ela escreveu: Irmãos são mais do que amigos. São cúmplices.
E eu nunca dei a minha resposta. Ao menos não como deveria.
Assim, me arrisquei a escrever um texto que chegasse aos pés do dela que um dia ela escreveu pra mim, claro que li e reli e não me dei por satisfeita, mas eu só queria mostrar o meu lado da interpretação dessa frase.
Dia desses percebemos que uma conhece a outra como ninguém jamais possa conhecer. Sabemos das nossas alegrias e das nossas fragilidades sem nem ao menos precisar trocar uma palavra sequer.
Não sei se isso se deve ao fato de sermos tão unidas desde o meu primeiro dia de vida quando ela me deu todos os seus ursinhos de pelúcia e minha mãe quase não me achou no berço quando chegou e viu que tinham uns 15 ursinhos em cima de mim. Ou por nossos pais nunca terem deixado a gente dormir brigada. Sei que a cumplicidade anda entre nós. Sempre.
Nas vezes que ela quis brincar de show e eu de escolinha, a gente se entendia e sabia respeitar as vontades e as brincadeiras uma da outra.
Na adolescência dela quando ela queria ouvir músicas no último volume e eu ainda criança, queria assistir He-man, com um pouquinho de discussão, claro não somos perfeitas, a gente se entendia.
E quando eu me tornei adolescente e ela já tava quase adulta ela soube entender que eu gostava de Back Street Boys, descolou ingressos do show pra mim e ainda me acompanhou e gritou comigo : “…I don't care who you are where you're from what you did as long as you love me…”
Apesar da nossa diferença de idade sempre soubemos nos respeitar e acho que esse é o segredo do nosso elo mágico, o respeito. Nos respeitamos desde o gosto musical e preferências a brilhos nas roupas até nossas opiniões sobre política, novela ou relacionamento. E sempre, sempre compartilhamos o que pensamos.
Tá certo que partimos com uma vantagem que nossos pensamentos são quase todos iguais, assim como opiniões e gostos. Mas isso é pq sou sua fã n°1, sempre senti tanto orgulho que desde pequena me espelho nela. E com isso, eu só poderia ter me transformando num rascunho da mesma, né?! rs
Saber que eu a tenho sempre ao meu lado, em todos os momentos de alegrias, tristezas ou complicações é o que faz nossa cumplicidade aumentar a cada dia.
Hoje é o dia dela, ela que sempre me deu orgulho, sempre me ensinou, me mostrou os melhores caminhos e que me faz até sentir uma emoção ao chamar de IRMÃ!
Dan, te agradeço por tudo que sempre fez por mim e peço a Deus e a todos os anjinhos que te guiem sempre. Que estejam sempre ao seu lado de guiando para você ser cada dia mais feliz.
Te amo!

segunda-feira, 1 de março de 2010

Trato com o cupido

Eu quero a paixão.
Quero a conquista, a troca de olhares, o frio na barriga e o corpo esquentando.
Quero a troca de mensagens, de e-mails.
Quero ter vontade de ligar e o orgulho não deixar.
Quero o encontro planejado, o beijo gostoso e o enroscar nos lençóis.
Quero ansiar pelo feedback, quero os elogios.
Quero sorrir quando lembrar, quero o brilho no olhar.
Quero sentir a respiração, esquecer do mundo lá fora, me sentir única.
Quero sentir a emoção e segurar os ponteiros do relógio.
Quero as breguices do começo.
Quero me sentir boba, quero que as pessoas percebam.
Quero tudo isso, da maneira mais intensa.
Quero marcar, mas sem machucar.
E quando o melhor acabar... quero voltar pra minha vida, simples e serena.
Trato feito?!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Sequestro (?)

Eis q toca meu cel, no visor "aurorinha".
Atendi com um risinho no rosto, já imaginando qual seria o devaneio da véia agora... afinal a ultima vez q ela me ligou, foi no meio de uma tarde pra entender qual era afinal minha profissão.
Atendi e me dei conta que era meu tio, não a senhorinha de 80 e tantos anos que eu esperava, fiquei apreensiva, pois ela já não está na melhor forma e há poucos dias sonhei com sua morte. Em segundos passaram zilhões de coisas na minha cabeça, até que meu tio realmente me explicou o que havia acontecido.
Haviam acabado de ligar na casa da minha vó, uma senhora com mta experiência de vida escondida atrás de suas rugas. Uma senhora que apesar dessa experiência é tão inocente quanto uma criança, afinal não dizem que envelhecemos no corpo e voltamos a ser criança na alma?!
Pois então, a história é apenas mais uma daquelas que pessoas ligam na sua casa e se passam por seus filhos/netos/irmãos, te colocam em uma situação desesperadora que até a pessoa mais instruída e com mais malicia de vida entra em estados de nervo.

Obviamente minha Vó caiu como um patinho e por sorte meu tio estava com ela para ampará-la e antes que ela acabasse satisfazendo os bandidos colocando créditos em seus celulares ou sabe se lá até onde ia a crueldade dos mesmos, meu tio desligou o telefone e imediatamente me ligou.
No fim, conversei com a minha vó e a acalmei, mesmo ela ainda não entendendo muito esse lance do trote desligou um pouco mais calma.
Ah claro...! Antes de me ligar ela ligou pra minha mãe, e como era de se esperar ela também ficou preocupada mesmo conhecendo esse golpe. Ligo pra ela também pra mostrar que estou bem.

Aquela situação que nós estamos tão acostumados, de total impotência nesse mundinho de meu dels me ocupa por inteiro, afinal o mais interessante é que a maioria desses trotes vem de dentro de presídios. Como em outras situações volto a pensar que realmente é muita bobagem ter esperança que um dia moraremos num país seguro. Mas mais uma vez, foi só um pensamento.

No fim das ligações, volto ao meu trabalho.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Extinção dos escritórios JAH!

Dias desses em frente ao meu computador no trabalho fiquei pensando o real motivo por eu estar ali. Momento estranho de se ter uma brisa dessas, já que a resposta é óbvia e era o que eu deveria estar fazendo, produzindo e enchendo o bolso do meu chefinho de dinheiro. Mas todos sabemos que há dias que até no lugar mais movimentado do mundo, simplesmente não tem Jobs. E esse era um dia desses. Aí você chega, dá bom dia pra galera, vê quantos minutos você levou pra ligar o computador, dá uma olhadinha nos sites de notícias, parte pra blogs e quando chega nas fofocas você já está no desespero pra dar 18 hrs quando ainda são 10:00. Foi nesse momento que comecei a filosofar “por que mesmo eu tava ali?!”.

E depois de muito olhar pra tela do computador com a mão no mouse fingindo estar lendo algo interessante percebi que os “escritórios” são as coisas mais ridículas que existem. Hoje em dia quem tem emprego tem pelo menos computador, linha telefônica e internet em casa, certo?! Então por que raios você se desloca da sua casa pra ter acesso as mesmas coisas dentro de um escritório com teto de isopor?! Você sai correndo da sua casa, deixando todo um conforto que de repente te daria até mais ânimo para produzir. Pega um trânsito filho da puta e chega já no puro estresse no trabalho. Encontra outras pessoas no mesmo humor, por passarem pelas mesmas coisas. Aí, até você dar uma relaxada pra conseguir focar no trabalho já foi quase uma hora do expediente e seu chefe já saiu perdendo.

Os empresários iriam economizar com todas as despesas que um escritório/ agência/ empresa dá, pois este espaço físico simplesmente não iria existir mais. No máximo iria precisar de um local pra algumas reuniões pra discussão de resultados, briefings e lógico para haver o contato entre as pessoas. Mas eu também votaria que essas reuniões fossem em parques ( uma coisa bem abraça àrvore) ou em Frans Café, Starbucks...

Essa idéia pode até parecer meio fria para alguns, pois o tete a tete seria totalmente reduzido. Mas isso é porque você ainda não se deu conta que o real convívio que você tem com as pessoas do seu trabalho é na hora do almoço, já que até dentro de uma sala de 2X2 as pessoas muitas vezes preferem falar por e-mail, g-talk, MSN ou ramal. E eu não falei que os happy hours seriam extintos... isso obviamente iria continuar!

Isso ajudaria até na poluição, zenti! Menos carros nas ruas, menos lixos produzidos! Super sustentável essa idéia!

E todos seriam felizes para sempre, pois conseguiriam administrar a vida pessoal e a vida profissional com mais facilidade, pois teriam a chave pra isso... o TEMPO!

A solução? Confiança, entre chefes, funcionários e clientes. FIM!

Só eu enxergo essa facilidade?!